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sábado, 3 de setembro de 2011

Cientistas conseguem detectar precocemente tempestades solares

Estudo publicado na «Science» apresenta dados das missões Stereo e Soho 

 As observações realizadas pelas missões solares Soho e Stereo, da agência espacial norte-americana NASA, revelaram novos dados que ajudarão a conhecer melhor a evolução das tempestades solares. Esse fenómeno pode danificar satélites e provocar falhas nas comunicações. Cientistas da Universidade de Stanford (Califórnia) desenharam um novo método para detectar a chamada ‘ejecção de massa coronal’, que provoca as auroras boreais mas também a interrupção das comunicações. As erupções solares emergem do interior da estrela, explodem na sua superfície e lançam uma bolha de plasma que provoca uma onda e se expande através do sistema solar. A existência dessas erupções está documentada mas os cientistas continuam a estudar como detectá-las antes que se formem para poderem evitar as suas consequências. Para além de serem perigosas para as comunicações, podendo provocar apagões na Terra, são também um perigo para os astronautas que estão no espaço. Os dados do Observatório Solar e Heliosférico SOHO, uma missão conjunta da e da Agência Espacial Europeia ESA, foram analisados pela equipa de Stathis Ilonidis. Neles, detectaram-se sinais da formação de manchas solares emergentes antes de chegarem à superfície do sol. O estudo publicado na revista «Science» indica que os campos magnéticos emergem de 0,3 a 0,6 quilómetros por segundo e provocam manchas solares um ou dois dias depois de serem inicialmente detectadas. Foram também apresentadas novas imagens captadas pelas naves gémeas STEREO, lançadas em 2006 para aperfeiçoarem a capacidade de prever tempestades solares. A sua nitidez vai melhorar a capacidade de observação e estabelecer novos modelos de previsão.


 2011-08-22

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Formação dos anéis de Saturno tem nova explicação


Gelo que compõe anéis seria revestimento de um antigo satélite natural do planeta

Formação dos anéis de Saturno (imagem: Southwest Research Institute)
Os anéis de Saturno podem ter surgido com a desintegração de um satélite natural daquele planeta. Num estudo publicado agora na «Nature», a investigadora Robin Canup, astrofísica do Southwest Research Institute (EUA), explica que o gelo que anda à volta de Saturno terá sido o revestimento de um antigo satélite natural que se foi “descascando” à medida que se aproximava do planeta.

O sistema de anéis de Saturno é único e a sua origem não tem até agora uma explicação adequada, acredita a investigadora, pois nada até agora tinha conseguido explicar a existência de milhões de pedaços compostos por 90 a 95 por cento de água gelada.
Até agora, havia duas teorias dominantes sobre o fenómeno que não conseguiam explicar em pormenor a formação dos discos que, se fossem compactados, formariam um satélite com 500 quilómetros de diâmetro.
Uma das hipóteses diz que os discos de gelo são restos de uma antiga lua que pode ter explodido há milhões de anos. A segunda defende que os anéis são escombros que sobraram da formação do planeta.

A nova teoria valoriza a primeira hipótese. Robin Canup desenvolveu um modelo informático capaz de explicar como se formam os anéis. A sua teoria tem como base a força gravitacional que Saturno exerce.
A sua influência é semelhante à da Lua sobre marés do nosso planeta. A formação dos anéis terá começado quando um satélite do tamanho de Titã (uma das actuais luas de Saturno), cujo diâmetro é metade da Terra, entrou no campo gravitacional daquele planeta e começou a girar à sua volta, numa zona que estava então ocupada por uma cintura de gás.
A pressão começou a tirar o gelo que cobria o satélite até deixar visível o seu núcleo de silicatos. Este continuou a avançar em direcção a Saturno até que ficou “sepultado” na sua densa atmosfera gasosa.

 2010-12-14