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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Kepler descobre seis novos planetas


Sistema planetário a dois mil anos-luz da Terra

Ilustração do sistema planetário Kepler-11
A NASA, agência espacial norte-americana, anunciou que o telescópio Kepler descobriu  seis pequenos planetas que giram em torno de uma estrela semelhante ao Sol.
Estes orbitam num sistema baptizado de Kepler-11, que fica a dois mil anos-luz da Terra e  despertou a atenção dos cientistas por ser composto por um elevado número de planetas de pequenas dimensões que se encontram muito próximos entre si.

Lançado em Março de 2009, o objectivo do Kepler é recolher dados e provas de planetas fora do sistema solar que andem à volta de estrelas, em condições de temperatura média onde possa existir água líquida e, por consequência, vida.
Para determinar o tamanho e a massa dos planetas, a equipa de cientistas da Universidade da Califórnia estudou as medições realizadas pelo Kepler, que captou a luminosidade alterada da estrela em torno da qual orbitam os planetas quando passam em frente a ela.
Cinco dos novos planetas descobertos têm uma massa que oscila entre 2,3 e 13,5 vezes a da Terra e os seus períodos orbitais são inferiores a 50 dias, pelo que se encontram numa região que, em termos de referência, poderia caber na órbita de Mercúrio.
O sexto planeta é maior e está mais longe, sendo que os investigadores puderam determinar um período orbital de 118 dias. No entanto não conseguiram calcular a sua massa.
Desde que foi localizado o primeiro planeta extra-solar, em 1992,já  foram confirmados 519. Em apenas um ano o telescópio Kepler registou 1235 possíveis planetas fora do sistema solar, dos quais 54 localizados numa zona propícia para a formação de vida.

2011-02-03

Formação dos anéis de Saturno tem nova explicação


Gelo que compõe anéis seria revestimento de um antigo satélite natural do planeta

Formação dos anéis de Saturno (imagem: Southwest Research Institute)
Os anéis de Saturno podem ter surgido com a desintegração de um satélite natural daquele planeta. Num estudo publicado agora na «Nature», a investigadora Robin Canup, astrofísica do Southwest Research Institute (EUA), explica que o gelo que anda à volta de Saturno terá sido o revestimento de um antigo satélite natural que se foi “descascando” à medida que se aproximava do planeta.

O sistema de anéis de Saturno é único e a sua origem não tem até agora uma explicação adequada, acredita a investigadora, pois nada até agora tinha conseguido explicar a existência de milhões de pedaços compostos por 90 a 95 por cento de água gelada.
Até agora, havia duas teorias dominantes sobre o fenómeno que não conseguiam explicar em pormenor a formação dos discos que, se fossem compactados, formariam um satélite com 500 quilómetros de diâmetro.
Uma das hipóteses diz que os discos de gelo são restos de uma antiga lua que pode ter explodido há milhões de anos. A segunda defende que os anéis são escombros que sobraram da formação do planeta.

A nova teoria valoriza a primeira hipótese. Robin Canup desenvolveu um modelo informático capaz de explicar como se formam os anéis. A sua teoria tem como base a força gravitacional que Saturno exerce.
A sua influência é semelhante à da Lua sobre marés do nosso planeta. A formação dos anéis terá começado quando um satélite do tamanho de Titã (uma das actuais luas de Saturno), cujo diâmetro é metade da Terra, entrou no campo gravitacional daquele planeta e começou a girar à sua volta, numa zona que estava então ocupada por uma cintura de gás.
A pressão começou a tirar o gelo que cobria o satélite até deixar visível o seu núcleo de silicatos. Este continuou a avançar em direcção a Saturno até que ficou “sepultado” na sua densa atmosfera gasosa.

 2010-12-14